Alimentação Escolar



Como profissional de saúde, me sinto na obrigação de alertar pais, responsáveis, educadores e todos os envolvidos com o crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes. Nesta oportunidade relato uma vivência minha de mãe e profissional de Nutrição Clínica. 

No ano de 2012, transferi minha filha de escola. No momento da escolha de uma nova escola, uma preocupação vivenciei. E tive que encará-la: como seria a cantina escolar? A possibilidade da criança ter acesso e fazer sua própria escolha alimentar? Me segurei ao fato de ter passado conhecimento suficiente que a ajudasse na escolha da alimentação equilibrada. 

Até então, ela não tinha vivenciado acesso a cantina. A escola que frequentava oferecia lanches equilibrados e padronizados, com cardápio formulado por Nutricionista. De forma que, os alunos eram estimulados na formação de bons hábitos alimentares. 

Então, me deparei com crianças e adolescentes adquirindo facilmente alimentação pouco adequada, tanto quantitativa, como qualitativamente. Sei que isto acontece na maioria das escolas que tem cantinas. E como encanta as crianças poder comprar seu próprio lanche! Uma demonstração de autonomia, de nos mostrar que estão crescendo. 




Entretanto, uma alimentação equilibrada é essencial para o bom crescimento e manutenção da saúde da criança e adolescente. Para tal, é preciso estar livre dos excessos no consumo de gorduras, sal e açúcar. Escolher o que se come fora de casa, na escola não é só uma tarefa dos pais e responsáveis. 

O ambiente escolar é um espaço privilegiado para a promoção da saúde. As crianças tendem a acreditar que o professor e os funcionários da escola sabem o que é bom para elas e agem pelo seu bem-estar. 

O que ocorre é uma incoerência de informações: nas aulas de Ciências é ensinado a respeito da boa nutrição, o valor da escolha alimentar equilibrada. Enquanto nas cantinas, os alunos são expostos a opções alimentares de baixo valor nutritivo. Até se oferta sucos naturais e alguns poucos itens com melhor valor nutritivo. Porém, pouco vejo o estímulo ao seu consumo. 




As cantinas devem favorecer aos escolares escolhas alimentares mais saudáveis, e reforçar seu papel na formação dos hábitos que promovam a saúde. 

Desta forma, três ações básicas podem ser promovidas no espaço escolar: 
a) Atividades educativas; 
b) Maior oferta de alimentos saudáveis; 
c) Desestímulo às práticas alimentares inadequadas. 

Vale lembrar que estudos mostram que alimentos industrializados são de baixo valor nutricional e cheios de aditivos químicos, tais como os conservantes e corantes, trazendo sérios prejuízos à saúde e ao desenvolvimento cognitivo, despertando, inclusive, a hiperatividade "comportamental". 

Mudar hábitos e ensinar crianças e adolescentes a buscar saúde depende de ações conjuntas. Pais, responsáveis e toda comunidade escolar podem organizar campanhas de promoção à saúde, para que nossa contribuição ajude a mudar os dados do último levantamento do POF-IBGE 2008/2009, quando o sobrepeso atingia mais de 30% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos. 

Vamos construir um ambiente escolar diferenciado! 








Cátia de Souza Buscatti Nutricionista CRN 4ª 971000867 
Consultório – (21) 3333-6145 
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