Desfile de Rick Owens Spring 2014-Paris

O estilista da Califórnia levou 40 mulheres de quatro grupos de step dos EUA (The Zetas, Washington Divas, Soul Steppers e Momentums), que fizeram uma performance enérgica batendo os pés e as mãos e gritando, perfeitamente ensaiadas. As meninas faziam, propositalmente, caras nervosas, as chamadas “grit face”, usadas para intimidar os rivais em uma competição.

“Os times de step são um fenômeno nos Estados Unidos”, ele disse ao “WWD”. “Minha estética sempre foi a interpretação de um americano sobre o glamour europeu. Colocar essas meninas em uma passarela de Paris é a culminação de tudo o que eu faço”. Rick Owens e uma de suas musas do step no camarim do desfile.

Owens criou roupas que poderiam estar em qualquer um de seus desfiles, mas em tamanhos maiores e com bastante elasticidade já que a atividade corporal rolou solta na apresentação. Tem que ver o vídeo!

Sua estética nunca traduziu uma beleza tradicional. Seus desfiles têm um clima que permanece por muitos dias, da imagem de moda criada à música que não sai da cabeça. Mas nunca espere algo doce. Rick fala com novas heroínas que preservam sua individualidade. O próprio estilista e sua mulher Michelle têm uma identidade visual forte e que não se relaciona com nada que é tradicional. Assim como eles, as meninas no desfile comunicam força e confiança. Estavam todos lá – Rick e as dançarinas – representando o respeito à individualidade. “Nós rejeitamos a beleza convencional e criamos nossa própria beleza”, ele disse mais tarde.

Hoje em dia não é fácil para uma marca fazer algo que não cause desejo imediato. Queremos roupas e situações em que podemos ver nosso reflexo de volta. A comunidade de moda tem que agradecer que estilistas assim existam, pois são as pessoas que correm riscos as que realmente abrem as portas da percepção. #freespirits

http://ffw.com.br/ffwblog/moda/desfiles-de-rick-owens-e-comme-des-garcons-questionam-e-provocam-a-moda/



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